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Papai Noel Bonzinho... de briga.
04/08/2015   
A imagem que todos nós temos de Papai Noel é a de um velhinho simpático, caridoso, um avô ideal. Mas depois de um episódio que presenciei certa feita, creio que a imagem deve ter sido alterada na mente de pelo menos algumas crianças que, de certa maneira, formarão uma outra geração.
A turma estava tomando a cervejinha de fim de tarde num dos bares da pracinha quando umas três mocinhas se aproximaram:
- Oi – disse a mais baixa, de cabelo de franja – nós estamos programando uma diversão para garotada aqui na praça da igreja, e gostaríamos de contar com apoio de um de vocês, é que nós estamos precisando de alguém que possa representar o Papai Noel.
O pessoal podia colaborar sim. E o mais indicado era Baléia. Já tinha emborcado umas cervejas, mas ainda estava firme e até animado com a ideia, debochado que era. É claro que isso tudo num clima de gozação, numa boa. E lá se foi Baléia. Alto, forte, carregando em vez de barriga, o que podia chamar de barrica (resultado do seu apreço exagerado pela lourinha gelada), traço característico que fazia dispensar a simulação com travesseiro.
A criançada já tomava conta da área próxima a escadaria da igreja, onde se achava improvisado um palanque. Todo um colorido de roupas novas, carrinho de pipoca e algodão doce. As organizadoras faziam um certo suspense na apresentação do Papai Noel. Envolvida nesse mistério, a garotada aguardava com ansiedade.
Quando Papai Noel pisou o palco, de roupa vermelha, barriga grande e barba de lã de algodão, uma criancinha acabou protestando em meio a algazarra:
-Ah, aquele lá é Baléia! Ei Baléia! Ei Baléia!
Foi aí que tirei a conclusão que os meninos de hoje são menos tolos que os de antigamente.
Baléia, ou melhor, Papai Noel sorria e acenava com uma mão, enquanto atirava balas com a outra. Passada a primeira impressão, o clima natalino foi se firmando. Papai Noel era, então, o centro de todas as atenções. Vibração total na praça.
Mas aí, veja bem, quando tudo parecia chegar a um final feliz, apareceu o Valim e a coisa descambou para a esculhambação. Baléia não teve lá tanta culpa, pois ninguém é de ferro. É que, sem que se percebesse, o f.d.p do Valim se infiltrou por de trás do palanque e deu uma cutucada na bunda de Papai Noel com uma varinha de algodão doce. Quem estava de frente, na plateia, não pôde ver tal artimanha. Quando menos se viu Papai Noel entrou na porrada com Valim. Generalizando uma gritaria e correria de pais com crianças.
Enquanto a porrada rolava, pedaços de barba de Papai Noel ia caindo no chão, numa cena triste e cômica.
Tristeza maior, no entanto, foi quando um pai puxou uma criancinha pelo braço:
- Vamos minha filha, isso aqui virou esculhambação. Vamos.
- Ô pai, o senhor não disse que Papai Noel é bonzinho, ó ele lá brigando.
E o pai, que era preocupado com a formação da filha, ficou matutando como sair daquela.
 
 
 
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